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2 de julho de 2013

[FANFIC] - CAPÍTULO 43: ANYTHING COULD HAPPEN




Um mês depois.
Lauren pov.
Acordei com a cabeça estourando, coloquei a mão na mesma e gemi com a dor que o ato causou. Tentei levantar da cama, mas por algum motivo (por um braço, para ser mais específica) eu não consegui. Me desvincilhei e levantei da cama, notando a minha nudez.
Olhei para o homem deitado na minha cama e forcei a memória, tentando lembrar seu nome... Jerry, Garry, Greg! Isso!
- Greg? Hey, você, acorda. - Falei, o cutucando. 
- Hmmm. - Ele resmungou e eu rolei os olhos, seguindo para o banheiro.
Fechei a porta e encarei meu reflexo. Meu cabelo estava todo bagunçado e eu comecei a desfazer os pequenos nós com os dedos. Digamos que no último mês as coisas mudaram um pouco por aqui. Lançamos nosso primeiro single e o sucesso foi instantâneo. Entrevistas, premiações... Tudo aconteceu numa rapidez assustadora. Isso me deixava muito feliz, meu sonho se tornando realidade tão rápido é algo surreal. Sorri.
E bom, atualmente eu sou a única solteira do grupo. Normani continua com Arin, assim como Dinah continua com Siope. Depois de muita enrolação, Ally finalmente deu uma chance para Drew, e Camila, bom, está namorando nada mais nada menos que Austin Mahone.
Isso foi assustador para todos, ninguém esperava que eles fossem assumir um compromisso tão rápido. Eles são o casal do momento, segundo a mídia. Essa é a única coisa que eu sei, já que nunca fico com a tv ligada quando aparece algo sobre os dois. Não sou masoquista.
E quanto a mim, bom, eu estou "aproveitando minha solteirice" como diz Veronica. Alguns flertes, alguns casos de uma noite, como o Greg, e além de tudo, acabei assumindo minha bissexualidade. Meus pais ficaram assustados no primeiro momento, mas no fundo eles sempre souberam. Muita coisa para apenas um mês. 
Tomei um banho e ao terminar, me enrolei na toalha, saindo do banheiro e me assustando ao encontrar Greg sentado na cama.
- Você ainda tá aqui? - Perguntei e segui até o guarda-roupa que havia ali, em busca de algo para vestir.
- Aparentemente. - Ele respondeu e eu o olhei. Gregory Buckers é um modelo que eu conheci num restaurante e é incrivelmente gato, apesar de não ser muito dotado de inteligência. Mas o meu objetivo nunca foi conversar com ele, então está tudo bem.
- Bom, saída Gregory, Gregory saída. - Falei apontando para a porta. Ele sorriu.
- Garota moderna. Bom, foi um prazer Lauren. - Vestiu sua camisa e chegou perto de mim. - Literalmente. - Nós rimos e ele me beijou antes de ir embora.
Vesti um short, uma camisa de banda e sentei na cama. A encarei por um minuto e suspirei. Me sentia insatisfeita. Eu poderia ligar a tv, mas provavelmente estaria passando algo relacionado a Austin e Camila, o que me fez desistir da ideia imediatamente.
Desde o dia em que Camila e eu decidimos ser apenas amigas, nós acabamos nos afastando. Todas as vezes em que nós ficávamos juntas, havia aquele silêncio constrangedor e sorrisos sem graça. Não era mais a mesma coisa.
Eu ainda alimentava aqueles malditos sentimentos por ela e no último mês eles só se multiplicaram. Eu procurava um modo de esquecê-la ficando com outras pessoas, mas nunca adiantava, na verdade. 
Calcei meus coturnos, prendi os cabelos num rabo de cavalo e saí do quarto, indo até o quarto de Normani. Bati na porta repetidas vezes e ouvi um "entra" vindo dela.
- Arin! Dá pra você parar de falar um minuto e me ouvir? Não! Não é assim que as coisas funcionam! - Ela falava ao telefone andando de um lado para o outro e eu me sentei na sua cama. - Olha, eu não vou ficar a manhã inteira discutindo isso com você... FODA-SE ARIN, FODA-SE! - Gritou antes de desligar o telefone e se jogar ao meu lado. - E aí.
- Bem. Mas parece que você nem tanto. - Respondi.
- Arin tá um saco. Ele quer saber de cada canto que eu vou, implica com qualquer garoto que eu fico perto e nossa cara, isso tá me cansando.
- Sabe do que você precisa?
- De chocolate?
- De sexo. Vocês precisam transar.
- Disso você entende, não é Samantha Jones?
- Hey, deixe Samantha fora disso! Ela é a minha inspiração de vida! - Eu digo e Normani gargalha.
- Do que vocês estão rindo? - Camila pergunta enquanto entra no quarto comendo chocolate. Eu mencionei que ela está mais sexy do que nunca? Pois bem, ela está. 
- Lauren estava falando que Samantha Jones é a sua inspiração de vida. - Camila fez uma cara confusa. Linda. - A Sam, Camila. De Sex And The City.
- Oh sim. Ela é engraçada. - Camila responde mexendo nos cabelos. - E a propósito, ele é gostoso. - Camila disse para mim.
- Ele quem? - Normani perguntou, se sentando.
- O cara que a Lauren dormiu ontem. - Camila respondeu. E havia certo ciúme na sua voz, ou era impressão minha?
- Ai Lauren, sua safada. - Normani disse e riu, me fazendo rolar os olhos. 
- Desculpe se eu gosto de aproveitar. - Retruquei e dessa vez foi Camila que rolou os olhos. Ela definitivamente estava com ciúmes. - Como vai Austin, Camila? - Perguntei ironicamente.
- Vai muito bem, obrigada. - Respondeu desinteressada. A encarei brevemente e ela retribuiu o olhar. Petulante.
Mas logo quebrou nosso contato visual quando seu celular tocou. Era o playboyzinho, só pra variar. E para ninguém dizer que eu sou implicante, Normani rolou os olhos ao ouvir Camila dizer um "Hey amor". Ninguém em sã consciência gosta de Austin.
- Meninas, Julian que falar com a gente. Desçam logo. - Ally falou colocando só a cabeça dentro do quarto.
- Vamos? - Normani perguntou.
- Vamos. - Concordei.

24 de junho de 2013

[FANFIC] - CAPÍTULO 39: ANYTHING COULD HAPPEN


Camila pov.
Encarei meu jantar mais uma vez. Não sentia um pingo de fome, mas sabia que precisava comer. Minha cabeça doía e eu sentia que a qualquer momento ela poderia explodir. Andei até a pequena mesa que havia ali e comi o máximo que pude, o que na verdade foi bem pouco. A comida simplesmente travava na minha garganta.
Depois de comer, segui até o banheiro e tirei minha roupa. Precisava urgentemente de um banho quente. Olhei meu reflexo no espelho e vi o quão deplorável era meu estado. Digno de pena. Enxuguei uma lágrima teimosa que corria pela minha bochecha e fui até o box, ligando o chuveiro e tomando meu banho.
Fechei os olhos ao sentir a água quente no meu corpo. Aquilo foi como um calmante, não levou nenhum dos problemas embora, mas me fez sentir mais leve.
Saí do banho e vesti o primeiro pijama que vi, indo até a sacada em seguida. Olhei para a cima e observei a lua cheia. A noite estava incrivelmente estrelada e eu sorri com a visão, mas o meu sorriso não durou muito. Não conseguia manter o sorriso, não hoje. Ainda estava tudo muito nítido na minha mente.
A verdade, é que não há uma hora, em muito tempo, que eu não pense em Lauren.
Me abracei numa tentativa falha de espantar o frio e nesse momento, vi uma estrela cadente atravessar o céu. Ponderei entre fazer um pedido ou não e acabei escolhendo por fazê-lo. Fechei os olhos e pedi com todas as minhas forças para que toda essa dor passasse, apesar de saber que isso não irá acontecer.
Suspirei e entrei, indo em direção a cama, me cobri e encarei o vazio antes de fechar os olhos e tentar dormir novamente.

Lauren pov.



Nojo. Essa palavra resumia tudo o que eu sentia nesse instante. Me sentia suja, desprezível. Ninguém no mundo poderia entender o ódio que eu sentia por mim mesma nesse momento.
Eu ainda estava na sacada, de onde eu observava Camila escondida. Me quebra o coração vê-la tão triste, e isso me corrói mais ainda por saber que eu sou a culpada.
Queria pega-la no colo, dizer-lhe que ficará tudo bem, transferir toda a sua dor para mim, mas eu não posso.
Não posso por quê ao invés de estar mergulhada em seus braços, eu estava afogando as mágoas com aquelas malditas garrafas de bebida, procurando um modo de tira-la da minha mente, mesmo sabendo que é impossível.
Entrei e sentei no chão, encolhendo-me enquanto soluçava durante meu choro. Deus, essa angústia nunca vai passar?!
Eu tinha vontade de gritar, de correr até o quarto de Camila e implorar para que ela me aceitasse de volta, para que ela me amasse.
Meu corpo implorava por qualquer contato de Camila, e não é como se isso fosse algo consciente, por quê não é. Eu simplesmente preciso dela tanto quanto preciso de oxigênio. Talvez até mais.
Eu já aceitei o fato de que estou irrevogavelmente apaixonada pela minha campanheira de banda e melhor amiga, mas nunca é fácil lidar com isso. Ainda mais quando as coisas insistem em ser tão complicadas.
Enxuguei as lágrimas que pude e segui até o banheiro, tomando um banho rápido. Me enxuguei e vesti apenas uma camisa velha e um short qualquer logo depois. Desisti da ideia de dormir e fui tentar comer.
Eu estava faminta, já que não havia comido nada hoje. Devorei quase tudo ali rapidamente. Terminei minha refeição e apaguei as luzes me sentando na cama em seguida.
Hoje seria uma daquelas noites em que a minha consciência me torturaria de todas as formas possíveis.

11 de junho de 2013

[FANFIC] - CAPÍTULO 36: ANYTHING COULD HAPPEN




Narrador pov.
Camila se levantou e deixou o quarto de Ally aos prantos, seguindo até o seu, se isolando ali. Encostou-se na porta e desceu até sentar-se no chão.
As lágrimas não paravam de cair e os soluços de Camila podiam ser ouvidos de longe. Ouviu as garotas baterem na porta, chamarem seu nome, mas ela apenas ignorou. Não queria falar com ninguém naquele momento.
Quando as lágrimas finalmente cessaram, Camila levantou e foi até o banheiro lavar o rosto. Em seguida, foi até a cama e deitou. Fechou os olhos em busca de qualquer vestígio de sono, mas a única coisa que vinha a sua mente, era o que havia visto naquele dvd. 


Lauren pov.

Droga, merda, acordei atrasada de novo! Fui até o banheiro e tomei o banho mais rápido da minha vida.
Vesti a primeira calça jeans e a primeira camiseta que vi na minha frente, calcei minhas botas e desci correndo.
Encontrei Ally, Normani e Dinah sentadas no sofá do saguão do hotel, caladas. Estranho. Elas nunca calam a boca.
- Bom dia. - Eu disse e as três levantaram a cabeça, me encarando, mas nenhuma respondeu.
- Cadê a Camz? - Perguntei e elas olharam entre si, e Ally suspirou.
- Está no quarto. - Ela respondeu. Claro. Essa preguiçosa.
- To indo chama-la, esperem ai.
- Lauren, eu acho melhor você não... - Dinah falou, mas eu já estava longe demais para ouvi-la.
Segui até o quarto de Camila e bati na porta, mas não obtive resposta. Depois de árias tentativas, acabei entrando e encontrei Camila encolhida na cama, olhando fixamente algum ponto na parede.
- Camz? - Chamei, mas ela não me respondeu. Apenas se sentou na cama, ainda encarando a parede. Mas que merda! Desde quando a parede é mais interessante do que falar comigo?!
Me aproximei e toquei o seu ombro, mas Camila se esquivou.
- Não me toca. - Ela disse, e eu me arrepiei com a frieza em sua voz.
- Camz? Qual o problema? - Perguntei, confusa. Camila finalmente se virou e vi que seus olhos estavam vermelhos e inchados. - Você estava chorando? O que houve? - Perguntei, preocupada. Camila soltou uma risada irônica.
- O quão cínica você consegue ser? - Questionou.
- O quê? - Perguntei, confusa. - Camila, você pode me dizer o que tá acontecendo aqui?
- Se você não sabe o que fez, não sou eu que vou te dizer.
- Ela disse, virando de costas para mim. - Sai daqui Lauren.
- Meu Deus Camila! O que eu fiz?!? - Perguntei agoniada.
- Lauren, sai daqui. Agora. Eu não quero olhar pra você. - Camila disse e eu saí do quarto.
Normani me esperava no corredor com os braços cruzados e uma expressão indecifrável.
- Vem comigo. - Ela disse e eu a segui. Fomos até o meu quarto e Normani colocou um dvd no aparelho. - Eu e as meninas recebemos um envelope com esse dvd hoje mais cedo. - Ela disse antes de apertar o play.
O dvd começou e eu não pude acreditar no que estava vendo. Meu queixo caiu e eu olhei para Normani, desesperada, em busca de alguma explicação.
- Isso foi o que você fez, Jauregui. - Normani respondeu a pergunta que eu havia feito a Camila a alguns minutos atrás e deixou o quarto.
Fiquei estática, e senti as lágrimas molharem meu rosto quando olhei novamente para a tv, onde mostrava claramente eu transando com Alexa.

4 de junho de 2013

[FANFIC] - CAPÍTULO 32: ANYTHING COULD HAPPEN


Narrador pov.
Lauren e Alexa estavam entretidas numa conversa enquanto Camila ainda continuava quieta, olhando para a rua. Todo o vestígio de bom humor tinha sumido no momento em que Alexa adentrou o restaurante.
- Eu realmente tive que voltar pra Miami, minha mãe deu um piti por quê eu vim pra cá sem avisar e bla bla bla. - Alexa justificou. - Mas... Agora estou aqui! - Disse levantando os braços e Camila rolou os olhos.
Camila pov.
Aquilo realmente estava me irritando. Alexa parecia querer me provocar de todas as formas e eu era obrigada a fingir que não me importava.
Lauren ria de tudo o que Alexa falava, totalmente alheia a mim. E sim. A falta de sua atenção era o meu principal incômodo.
Senti meu celular vibrar no meu bolso e o peguei, notando uma nova mensagem.
"Bom dia baby.
Austin."
Franzi o cenho.
"Como diabos você conseguiu meu número?"
Esperei pouco tempo e logo recebi a resposta.
"Tenho os meus contatos "
Okay. Estou assustada. Eu lembro de te-lo beijado, mas não achei que ele iria querer levar isso adiante. Vai Camila. Enche a cara e faz merda de novo.
Senti Normani me cutucar e a olhei, ela apontou para a piscina, como um convite mudo e eu neguei. Me despedi das garotas e fui em direção ao meu quarto. Eu realmente precisava dormir.


Lucy pov.
Senti Vero puxar minha mão e agradeci mentalmente por me tirar de lá, apesar de ficar um pouco nervosa na sua companhia depois do que aconteceu na festa.
- Vamos dar uma volta? - Ela perguntou.
- Vamos. - Concordei e nós seguimos até o carro que Vero havia alugado. Entramos e boa parte do caminho foi feito em silêncio. As vezes eu vacilava e a observava atentamente por algum tempo. Nunca tinha percebido o quanto ela era bonita.
- O que foi? - Ela perguntou, rindo.
- Nada. - Respondi e desviei o olhar.
Eu e Vero não falamos sobre o beijo, acho que ela estava tão assustada quanto eu. Aquilo foi apenas um impulso, coisa que fazemos quando estamos bêbados.
Mas não posso dizer que aquilo não foi bom ou que não mexeu comigo, por quê mexeu. De alguma forma, beija-la me fez ve-la de outra maneira, de uma maneira que eu nunca imaginava, e isso era assustador. Muito assustador.
Espantei esses pensamentos quando chegamos no shopping. Nós fizemos o que sempre fazíamos juntas: olhamos vitrines, andamos, comemos, tomamos milk-shake... Apenas estar com ela fazia eu esquecer todos os problemas que eu tinha, me fazia feliz.
As vezes eu sentia o olhar de Vero sobre mim, mas sempre achava que era coisa da minha cabeça, e ignorava. No final da tarde, voltamos ao hotel com algumas compras, é claro.
- Eu me diverti muito Vero. Obrigada. - Disse quando estávamos perto do meu quarto.
- É claro que se divertiu! Você estava comigo. - Vero disse convencida e eu rolei os olhos, rindo.
- Modéstia mandou lembranças. - Eu disse.
- Diga a ela para beijar o meu traseiro. - Rimos disso e eu abri a porta do quarto.
- Tchau. - Eu disse. E num movimento, Vero selou seus lábios nos meus, num selinho rápido e delicado.
- Tchau. - Respondeu antes de ir embora. Entrei no quarto e fechei a porta atrás de mim, tocando meus lábios enquanto sorria.

1 de junho de 2013

[Fanfic] - Capítulo 31: Anything Could Happen


Narrador pov.
A manhã de domingo estava ensolarada, mas ainda assim, estava frio por conta dos ventos. Um clima extremamente agradável. Todas as garotas despertaram num intervalo curto de tempo e desceram rapidamente. Queriam saber todas as fofocas da festa.
Camila ainda estava super receosa e envergonhada por encontrar Lauren depois "daquele" beijo, mas sabia que isso iria acontecer alguma hora, era inevitável. Não se arrependia de nada, mas isso não queria dizer que estava menos constrangida com aquilo.
Lauren por sua vez, acordou com um ótimo humor. Depois de tomar banho e se vestir, pegou o celular e esperou o elevador. Quando as portas se abriram, Lauren notou que a música que tocava era Yoü And I, de Lady Gaga. Portas fechadas e elevador vazio resultou na garota cantando a música em plenos pulmões.
Quando chegou na mesa, notou Normani, Ally e Camila sentadas e entretidas numa conversa. Ao perceber sua presença, Camila virou o rosto para a rua, como se fosse a coisa mais impressionante observa-la enquanto corava.
- Bom dia, bom dia, pra tu, tu e tu. - Lauren cantarolou.
- Viu passarinho verde Jauregui? - Normani perguntou.
- Cala a boca e me beija Mani. - Lauren disse, fazendo biquinho.
- Eca, sai pra lá estrupício. - Normani respondeu e as garotas gargalharam, com exceção de Camila, que estava mais quieta que o normal.
Dinah chegou e as garotas se calaram.
- Bom dia. Nossa, tô faminta, cadê a comida desse restaurante? - Dinah disse e saiu rapidamente para pegar seu café da manhã.
- Não te vi chegar ontem Dinah. - Ally comentou, enquanto Dinah se sentava novamente na mesa.
- Ah, é que eu cheguei ainda agora. Dormi na casa de Demi. - Respondeu, comendo um muffin.
- Você está realmente faminta Dinah. - Normani disse, com uma feição quase acusadora.
- É, pois é. - Dinah respondeu de boca cheia.
- Com Siope? - Lauren disse, com um sorriso no canto dos lábios.
- O quê? - Dinah perguntou.
- Você disse que dormiu na casa de Demi. Com o Siope? - Lauren perguntou, e agora todas as garotas encaravam Dinah, que corou violentamente. - Há! Eu sabia! Vai contando!
- Meu Deus, vocês são piores que o FBI! - Dinah respondeu indignada e as garotas riram.
- Você pensa que me engana Dinah Jane Hansen? Vai, conta tudo! - Normani disse.
Dinah contou tudo o que aconteceu enquanto tomava seu café e as garotas riam descontroladamente.
- Ai meu Deus. - Camila disse com a mão na barriga, não aguentando mais tanta risada. - Não acredito que Demi teve que te emprestar uma roupa.
- Pois é! Quase enterro minha cabeça no chão de tanta vergonha. - Dinah respondeu rindo.
- E você Ally? Também não te vi chegando. - Lauren comentou.
- Cheguei um pouco depois de vocês. Estava com Drew. - Respondeu tomando um pouco do seu suco. Nesse momento Lucy e Vero se aproximaram. As duas sussurraram um "bom dia" por pura educação, sendo respondidas em seguida.
O silêncio reinou mais uma vez, e o clima agradável foi tomado pela tensão.Todos sabiam que alguma hora aquele momento chegaria. Lucy estava claramente desconfortável, só estava ali pela insistência de Vero e Ally fingia estar alheia a presença da garota, mas também estava muito incomodada com a situação.
Depois do beijo com Vero, Lucy perdeu todo e qualquer interesse por Troy, que também se mostrou arrependido depois do ocorrido. Sabia que Ally estaria ali, mas não queria que a garota visse aquilo.
A tensão emanava no ar, e como nunca perdia a oportunidade de ser importuna e inconveniente:
- Bom dia! - Alexa disse, se aproximando. Tinha um sorriso nos lábios, uma mistura de cinismo e triunfo. Lauren sorriu e a garota se sentou ao seu lado.
- Quem é vivo sempre aparece. - Disse Camila, cinicamente.

29 de maio de 2013

[Fanfic] - Capítulo 29 (parte4): Anything Could Happen




Narrador pov
No primeiro andar da casa, a festa estava mais animada do que nunca. Camila já não fazia ideia de quantos copos de tequila havia tomado e juntamente com Normani e Vero dançava como se sua vida dependesse daquilo.



Vero pov.
Sério que a Lucy beijou aquele cara? Logo o Troy? O que ela viu nele? Porquê diabos eu estou tão incomodada com isso? Essas e outras milhões de perguntas ficaram rondando minha cabeça, mas eu fiz questão de afoga-las com toda a tequila e whiskey que eu consegui tomar.
Eu, Camila e Normani dançava-nos e cantávamos a plenos pulmões todas as músicas que tocavam naquela festa. A única coisa que eu queria naquele momento era esquecer o maldito beijo de Lucy e Troy.
Cambaleei até o banheiro mais próximo e entrei, em busca de um lugar menos abafado. Encontrei Lucy encostada no balcão com as mãos no rosto. Acho (mentira, tenho certeza) que ela está tão bêbada quanto eu, por quê ela mal se aguenta em pé.
- Cansou de beijar o Troy? - Perguntei.
- Ah, oi Vero. - Ela respondeu desanimadamente.
- Qual o problema? - Perguntei enquanto jogava um pouco de água no rosto.
- Eu beijei o Troy, o ex da Ally! Que ainda por cima, ela ainda é totalmente apaixonada! Eu sou uma droga mesmo. - Lamentou-se.
- Foi realmente idiota. Mas sei lá, já tá feito né. - Não sei por quê estava sendo tão grosseira, mas simplesmente não podia evitar.
- Droga, droga, droga. - Ela balbuciou.
- E droga de novo. - Eu realmente estava bêbada. Lucy riu brevemente do meu comentário e o silêncio se instalou antes de Lucy quebra-lo.
- Eu ainda sinto o gosto da boca dele, sabe? Ah, merda.
- Acho que eu posso resolver isso. - Respondi, e com uma coragem que eu não sei da onde tirei, a beijei.
Narrador pov.
Normani já não aguentava mais dançar e foi sentar-se com Lauren. As duas conversavam sobre coisas banais e bebiam, mas nada alcoólico. Siope havia deixado a chave do carro com Lauren, que ficou responsável por levar todos de volta para o hotel.
Estavam distraídas com sua conversa quando viram Camila dançando com alguém. Mas não era qualquer pessoa, era Austin. Austin Mahone. Lauren forçou a vista para tentar ver melhor.
Foi então que aconteceu o que Lauren temia. Gritos preencheram o local quando Austin puxou Camila para um caloroso beijo, e a garota correspondeu de bom grado. Normani abriu a boca em um "0" perfeito e Lauren sentiu que a qualquer momento seus olhos poderiam pular de sua face.
Camila afastou Austin e riu da cara de decepção que o garoto fez. Se sentiu totalmente tonta, e seguiu para a mesa em que se encontravam Normani e Lauren.
- Tô indo embora. Quando vocês quiserem ir, peguem um taxi e me avisem, que eu pago. - Vociferou Lauren, antes de deixar a mesa.
Seguiu para fora da casa em passos fortes e rápidos, destravou o carro e quando estava prestes a entrar, ouviu Camila gritar:
- Lauren, espera, vou com você! - Lauren fez uma carranca ainda maior e esperou Camila entrar no carro.
Quando Camila o fez, Lauren acelerou o carro e seguiu em direção ao hotel. O caminho foi silencioso, e as duas não ousaram a falar nada.
Chegaram ao hotel e seguiam juntas, já que o quarto de Lauren era apenas algumas portas depois do quarto de Camila, e o silêncio ainda reinava quando chegaram ao primeiro destino.
- Obrigada. - Balbuciou Camila.
Abriu a porta e entrou. Quando estava prestes a fecha-la novamente, Lauren colocou o braço na porta, impedindo-a. Num impulso, a garota entrou no quarto e fechou a porta atrás de si, encostando Camila na mesma e a beijando.
Pressionou o pequeno e frágil corpo de Camila contra a porta e atacou a sua boca vorazmente, como se aquela fosse a última coisa que poderia fazer. Camila, por sua vez, sentiu que todo o alcool que havia ingerido tinha se dissipado. Colocou os braços ao redor do pescoço de Lauren e juntas travaram uma violenta batalha.
Lauren tinha uma das mãos pousada na cintura de Camila, e a outra estava esparramada na porta, em busca de apoio. Mas logo as duas desceram em direção ao traseiro da garota, apertando-o com vontade e puxando-o mais ainda para si, em uma busca desesperada por mais contato.
Camila gemeu com a surpresa (e prazer) que o movimento de Lauren causou, e cravou suas unhas no ombro da garota, que também gemeu em resposta.
Mas como tudo que é bom dura pouco, Lauren encerrou o beijo com uma mordida leve no lábio inferior de Camila e logo depois levou sua boca até o ouvido da garota, onde, com a voz totalmente rouca e ofegante, sussurrou:
- Isso é para você saber que eu cumpro minhas promessas. - Sorriu. - Me desculpe pelo atraso.
Deu um último selinho nos lábios de Camila e saiu do quarto.
Camila sabia que Lauren se referia ao que ela havia pedido no seu aniversário, mas nunca achou que ela iria cumprir tão bem a promessa.
Estava totalmente ofegante (e excitada, devo acrescentar), e a única coisa na qual conseguia pensar naquele momento era que precisava urgentemente de um banho frio.
E assim o fez. Mas naquela noite, Camila sequer pensou na possibilidade de dormir tranquilamente.