16 de agosto de 2013

[FANFIC] - CAPÍTULO 52: ANYTHING COULD HAPPEN





Camila pov. Acordei soterrada entre os travesseiros e lençóis. Não que isso me incomode, eu adoro, mas sempre acho que vou acabar morrendo sufocada. Depois de tirar toda aquela tralha de cima de mim, eu segui quase morrendo para o banheiro. Escovei meus dentes e prendi o cabelo num coque mal feito. Olho para o espelho e tenho vontade de chorar, literalmente, ao ver minha cara. Isso deve ser TPM. Só Jesus na causa nesses dias. Eu choro por qualquer coisa. Decido ir caçar um cafuné, e repasso mentalmente quem poderia me dar um. Dinah está com Siope, e provavelmente pelada. Normani vai meter a mão na minha cara se eu acorda-la. Lauren... Parece tentador, mas eu sei que se for lá agora, ela vai me dar bem mais que um cafuné, e bom, melhor não. Ally! Perfeito. Sigo tristemente até seu quarto, porque TPM são dias de luto. Não me incomodo de bater na porta, ela sempre diz que nós podemos entrar a hora que quisermos. - Ally, você podAH MEU DEUS DO CÉU, DESCULPA, TÔ SAINDO - Gritei. Ao ver o Drew lá, deitado, peladão, com aquela bunda branca pra cima. Ainda bem que o amiguinho dele tava pra baixo. E o vagabundo nem se mexeu com os meus gritos. Jesus Cristo. Saí do quarto apressadamente e fechei a porta, totalmente corada. - Camila? Por que caralhos você tá acordada uma hora dessas? - Perguntou Lauren. E quando eu virei para olha-la, quase tive um ataque cardíaco. Ela estava na porta do seu quarto, que era o último do cprredor, e vestia o micro short preto de quando apareceu no meu quarto do hotel, NAQUELA noite e uma regata, branca, totalmente moldada a aquele corpo. O cabelo estava todo bagunçado e ela não tinha noção do quanto aquilo era sexy. - E-eu vim atrás da Ally, mas ela não tá aí. - Isso sua anta, gagueja mesmo. - Hm. - Mordi o lábio inferior olhando aquela filha de Vênus e ela percebeu o meu olhar. Arqueou as sobrancelhas e eu vi aquele maldito sorriso malicioso surgir ali. - Vem cá. - Chamou, com uma voz totalmente rouca. - N-não, vou voltar pro meu quarto. - Disse, determinadamente, tentando fugir, mas estava encurralada. Esse é o efeito Lauren Jauregui, meus amigos. - Não vou fazer nada que você não queira. - Esse é o problema. - Disse, enquanto me mexia desconfortavelmente, tentando me conter e ela sorriu entendendo o que eu queria dizer. Ela veio até mim, andando lentamente, nunca quebrando o contato visual, e quando estava perto o suficiente para me tocar, enrolou o fio do meu short nos dedos e começou a me puxar, vagarosamente até o seu quarto, sorrindo ao ver que eu havia me rendido. Eu me sentia como um preso condenado a sua pena de morte, e Lauren como o meu carrasco. O lindo, sexy e gostoso carrasco. Chegamos ao seu quarto e ela fechou a porta atrás de nós, e a trancou, calmamente. Como ela adorava fazer, me encostou na mesma, sem fazer nada demais. Senti sua boca perto do meu ouvido e fechei os olhos. - Há alguém acordado além de nós duas? - Perguntou e depois chupou o lóbulo da minha orelha. Assim eu não consigo pensar, Jauregui. Colabora. - N-não. - Ótimo. - Disse e puxou o meu quadril em direção o seu, colando nossos corpos e me beijando, vagarosamente. Mordeu levemente e chupou meu lábio inferior e eu soltei um gemido baixinho pelo ato. Por algum motivo, ela se afastou, quebrando o contato entre os nossos corpos. Senti a frustração me dominar e num movimento desesperado, agarrei sua bunda com ambas as mãos e colei seu corpo no meu, novamente. Lauren arregalou os olhos e abriu a boca, incrédula com o que eu tinha acabado de fazer. Ela tinha as mãos no meu ombro e uh, eu estava no comando agora? Ótimo. Inverti as posições e a encostei na porta, ela suspirou, em deleite. Hora da vingança. Beijei, mordi e chupei seu pescoço enquanto minhas mãos ainda estavam em sua bunda. Lauren tinha a cabeça jogada para trás, me dando total liberdade. Eu puxava seu quadril para mim, buscando mais contato com aquele corpo maravilhoso. Subi a mão direita por baixo da sua blusa e agarrei seu seio esquerdo. Ela gemeu um pouco mais alto. - Shhh, quer que alguém ouça? - Repeti sua fala de ontem a noite e ela me olhou como se perguntasse "sério Camila?" e eu sorri. Tirei minha mão da sua bunda e vagarosamente coloquei dentro do seu short, sentindo sua excitação. Ela arregalou os olhos com a surpresa do meu movimento, ma logo depois os fechou, jogando a cabeça para trás outra vez. - Gostosa. - Disse, com a boca próxima ao seu ouvido e ela sorriu. A beijei outra vez, desacelerando o ritmo. - Vem, vamos descer. Tô com fome. - Eu disse subitamente me afastando e ela me fuzilou com os olhos. Saí do seu quarto como se nada tivesse acontecido, mas com um sorriso travesso no rosto.

Dinah pov.

Acordei com o sol maldito brilhando irritantemente na minha cara. Siope fez o favor de abrir as cortinas, e se não bastasse isso, ele canta alto o suficiente pra vizinhança inteira ouvir, no chuveiro. Levantei e fui até o banheiro, escovar meus dentes e dei um beijo rápido em Siope, saindo do quarto em seguida. - Bom dia Chancho - Digo, quando chego na cozinha. - Hey, Cheechee. Aproveitou a noite? - Perguntou maliciosamente. - Não mais do que você, dawg. - Falei e ela riu. Vi Lauren atravessar a porta da cozinha mal humorada, e Camila sorrir discretamente. Me espreguicei e senti os músculos doloridos devido aos, hm, esforços da noite passada. Sorri ao lembrar. - Vou chamar as outras duas vagabundas. - Eu disse. - NÃO! - Camila gritou, descendo da bancada da cozinha e eu fiquei totalmente confusa. Lauren apenas observava. - O Drew... Tá lá. - Disse, corando. - E por que diabos você tá corando? - Perguntei. - Porque quando entrei lá, ele tava nu. - Falou, sussurrando e foi impossível segurar a risada. - Dawg, Austin tem o mesmo aparelho que o Drew. Garanto que é muito divertido. - DINAH JANE! - Gargalhei mais uma vez e levantei os braços, em sinal de rendição e subi as escadas novamente, a procura das duas preguiçosas. Fui primeiramente até o quarto de Normani, e quando abri a porta, vi uma cena, no mínimo, suspeita. Normani estava dormindo e Ally estava agarrada a ela. Ergui uma sobrancelha e fui em direção a sacada, abrindo as cortinas. - ACORDEM VAGABUNDAS - Gritei e Normani acordou num sobressalto, quase jogando Ally da cama. - PORRA DINAH, VAI ACORDAR O CAPETA ASSIM - Normani gritou. Sempre adorável pela manhã. - Estou acordando, Dawg. - Eu respondi e senti um travesseiro voar na minha cara. - Outch, menos violência. - Dinah, não faça isso. Vamos ter um ataque cardíaco qualquer dia. - Ally reclamou, indo para o banheiro. - Por que ela tá aqui? - Perguntei a Normani. - Longa história. - Ela respondeu. Depois delas fazerem a higiene pessoal, descemos para tomar café. Siope se juntou a nós e o café estava tranquilo, até Drew aparecer só de cueca na cozinha. Jesus Cristo. - Drew?! Caralho, por que você tá de cueca? - Lauren perguntou, exasperada. - Hã, desculpem, eu não sabia que vocês estariam acordados tão cedo. - Ele respondeu. - E por via das dúvidas, resolveu descer quase pelado?! - Perguntou Siope, e puta merda, ele tá com raiva. - Cara, desculpa, okay? Vou me vestir, relaxa aí. - Drew respondeu e Ally colocou a mão na testa, constrangida. - Desculpa porra nenhuma, tem quatro outras garotas aqui, cara, aprende a respeitar! - Segurei seu braço. - Amor, por favor... - Pedi. - Cara, eu já pedi desculpas, para de drama. - Antes que Siope pudesse fazer algo, Normani já havia tacada um pão na cara de Drew. - Porra, sai daqui! - Gritou. - Você jogou um pão em mim? - Ele perguntou incrédulo. - Aparentemente. - Lauren respondeu, sorrindo ironicamente. Drew pegou o copo de suco de Camila, que até aquele momento, estava alheia a toda a discussão, alenas concentrada na sua comida, e jogou na cabeça de Lauren, que arregalou os olhos e abriu a boca estupefata. - QUAL A PORRA DO TEU PROBLEMA, DREW? - Ela gritou e Camila a olhou assustada. Lauren com raiva era de dar medo no capeta. - TÔ CANSADO DAS SUAS IRONIAS, JAUREGUI! NÃO SEI COMO KEATON AGUENTOU VOCÊ! - Gritou. - CALA A PORRA DA BOCA E SAI DAQUI AGORA! - Camila gritou e todos a olharam surpresos. Uau, essa é nova. Ela estava possessa. - SE VOCÊ E O SEU AMIGO SÃO DOIS VEADOS DE PAU PEQUENO, NÃO É PROBLEMA DE NINGUÉM AQUI! Me queixo caiu e Normani riu gostosamente. Lauren, ainda encharcada de suco, deixou a cozinha furiosamente, seguida por Camila que lançou um olhar assassino pra Drew. Medo. Antes que Drew pudesse dizer algo, Ally levantou o dedo, calando-o. - Se veste e vai embora, agora. - Ordenou. E como o bom cachorrinho que era, ele deixou nossa casa depois de um tempo. A tensão não durou muito. Logo depois do ocorrido, estávamos todas rindo do pão que Normani jogou em Drew e como Camila o chamou de veado de pau pequeno. O riso é realmente o melhor remédio para tudo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário