3 de agosto de 2013

[FANFIC] - CAPÍTULO 51: ANYTHING COULD HAPPEN

Narrador pov. 20:00 horas, e alguns convidados mais próximos já se concentravam na bela casa laranjada. Dinah, Ally e Lauren já haviam descido e estavam deslumbrantes. Dinah vestia um vestido verde musgo, colado ao corpo, de mangas compridas, que iam até os pulsos. Nos pés, um salto alto prata de tiras. O cabelo estava cacheado e a maquiagem era leve. Ally vestia um tomara que caia prateado, com um belo decote e uma grossa fita também prateada na cintura. Calçava um scarpin preto. O cabelo estava preso numa trança lateral, e sua boca era marcada por um batom vermelho, destacando-a. Lauren usava um vestido preto um pouco acima dos joelhos e com mangas até os cotovelos. Haviam aberturas nos ombros e axilas e transparência nas laterais e um pouco acima dos seios, formando um decote. Calçava ankle boots pretas e seu cabelo estava solto, e caia em suas costas com cachos em suas pontas. Os olhos estavam marcados, e em sua boca, havia apenas um brilho labial, mantendo sua cor normal. As garotas recebiam os convidados animadamente, e logo todos se encaminhavam até a área da piscina, que era onde a festa estava acontecendo. Camila e Normani desceram as escadas juntas, algum tempo depois. Estavam, como o esperado, fabulosas. Normani usava um vestido listrado, preto e vermelho de apenas uma alça, totalmente colado ao belo corpo. Calçava um sapato preto, de tiras e o cabelo estava preso para o lado esquerdo. Usava uma maquiagem forte, com os olhos marcados. Camila usava um elegante vestido preto e branco de alças, com um grosso cinto marcando sensualmente a cintura, e nos pés, usava um Louboutin clássico. Os cabelos estavam soltos, caindo gloriosamente pelas costas como uma cascata negra. Seus olhos castanhos estavam marcados pelo famoso delineador gatinho. A festa rolava solta, e para a supresa das meninas, Drew e Siope apareceram para acompanhar suas namoradas. Austin, claro, não pode ir por conta de um compromisso.


Lauren pov.
São exatamente 00:57 e meus pés estão destruídos por conta do salto muito alto. Estou cansada de tantas conversas forçadas, não estou em clima de festa. Entrei em casa, e observo que Normani, Ally e Dinah estão animadas demais para sequer cogitar a ideia de dar um fim a festa. Seria grosseria da minha parte me ausentar logo agora. Resolvo apenas procurar um lugar para descansar, já que o amotoado de gente lá fora está me incomodando. Meu quarto está fora de cogitação. Aquela cama vai me persuadir até eu estar envolta pelo grosso edredom sem nenhuma chance de fuga. Há um casal flertando no sofá da sala, então minha única saída é a sala de jogos. Sigo até lá com a taça de vinho que eu havia pegado na cozinha. Ao abrir a porta, me deparo com a o local iluminado apenas pela luz da lua que entrava pela janela de vidro, próxima ao telhado e com Camila, encostada na mesa de bilhar, bebendo uma taça com o mesmo conteúdo que o meu. Ela me olha com um pequeno sorriso nos lábios antes de voltar a fitar o vazio, bebericando seu vinho, sensualmente, devo acrescentar. - Entediada com a festa também, Jauregui? - Pergunta. - Tédio não seria a palavra certa. - Respondo fechando a porta atrás de mim e me encostando na mesa, ao seu lado. - Eu diria cansaço. - Hm. - Sibila e beberica novamente seu vinho. Fiz a mesma coisa me deliciando com o vinho branco. É realmente muito bom. - Gostou? - Pergunta e eu fiquei confusa por alguns segundos até perceber que ela falava do vinho. - Sim. É delicioso. - Respondo. - Riesling Itálico. É um vinho uruguaio, safra de 2009. - Desde quando você entende de vinhos? - Perguntei confusa. Ela deu um riso rouco, e bebeu o último gole da sua taça. - Meu pai tem uma pequena adega na nossa casa. Ele é um grande apreciador. Eu sempre gostei também, e eu trouxe esse vinho porque sinto falta de casa, o gosto por vinhos é algo que eu e meu pai partilhamos. - Respondeu e eu a encarei surpresa com a revelação. - Uau. - Eu disse, tomando o restante do vinho em minha taça. Camila sorriu e logo o silêncio se instalou entre nós. Ela observava a lua pela janela e pensava em algo concentradamente, o que me dava a chance de observa-la sem ser incomodada. Camila é tão linda que chega a ser um pecado. Tão menina-mulher. Eu nunca sei qual lado da balança pesa mais. Camila morde os lábios sorrindo, e então eu sei que ela percebeu o meu olhar sobre si. - Não morda o lábio, Camila. - Aviso. - Por que? - Pergunta, atrevida. - Apenas não morda. - Aviso mais uma vez, num fio de voz. - Ou o quê? - Pergunta debochada mais uma vez e antes que eu tome alguma decisão consciente, ela está sentada na mesa de bilhar, comigo entre suas pernas. Ofegava pelo susto. - Eu mandei você não morder o lábio, Camila. Qual o problema em simplesmente obedecer? 


Camila pov.
Eu ainda estou ofegante com o ato brusco de Lauren. Ela tem os braços apoiados na borda da mesa, um de cada lado do meu corpo. Eu estou totalmente encurralada, sem saída. O verde de seus olhos parecem faiscar, e a comparação com um tigre prestes a devorar sua presa é inevitável. Devorar... Talvez num outro sentido, seja válido. - Eu deveria tirar sua roupa e foder você nessa mesa, apenas para me vingar com o que você fez comigo na cozinha. - Meu queixo quase encostou no chão com essa declaração. Eu estou estupefata. Nunca imaginei alguém dizendo isso para mim, ainda mais Lauren. Por Deus. - Mas não vou fazer isso. Ainda mais porquê você é virgem, e eu não quero que a sua primeira vez seja em cima de uma mesa de bilhar. Talvez depois. - L-Lauren, e-eu - Eu não consegui formular uma frase depois disso. - Camila, apenas fique calada. - Ordenou e eu não pude fazer nada além de obedecer. Lauren me puxa pelas coxas, aumentando o contato dos nossos corpos e me segura pela nuca, me beijando furiosamente. Solto um gemido pela violência do beijo. Eu tenho plena noção de que a porta está destrancada e que a qualquer momento alguém pode entrar aqui, mas eu não ligo. Eu só me preocupo com a garota que está quase fundindo seu corpo ao meu. Lauren passeia minhas coxas com as mãos, começando pelos joelhos e levando meu vestido a medida que sobe com as suas carícias. Gemo um pouco mais alto quando a sinto apertar minha bunda com força. Por Deus, ela vai me matar. - Shhh, quer que alguém ouça? - Pergunta com aquela maldita voz rouca no meu ouvido e sinto todo o meu corpo se arrepiar com o ato. Ela se ocupa com o meu pescoço agora, e eu jogo a cabeça para trás, lhe dando total acesso. Lauren faz uma linha que vai do meu ouvido até minha clavícula. E sim eu quero mais. Fecho minhas pernas ao redor da sua cintura e cravo minhas unhas em seus ombros, num aviso mudo para que ela continuasse. Lauren enrola meu cabelo desde a ponta até a raiz com a mão, e agora tem a decisão sobre os movimentos da minha cabeça. Ela puxa meu cabelo, me fazendo gemer novamente. E então sorri. Ela está totalmente no controle. Abaixa uma alça do meu vestido e espera alguma reação negativa vinda de mim, mas eu não me manifesto. Ela percebeu o que eu queria e abaixou a outra alça, libertando meus seios, que não estavam cobertos por nada, além do vestido. - Ah, Camila. O que você está fazendo comigo? - Pergunta ofegante. Antes que eu possa sequer cogitar uma resposta, ela puxa meu cabelo, me deitando naquela mesa e ataca meus seios com a boca. Puta merda. Fecho os olhos, me entregando totalmente as suas carícias. Sua mão que estava no meu cabelo, desce pelo meu corpo em direção a minha virilha. Ela não... Sinto seu polegar entrar na minha calcinha e os meus batimentos cardíacos param por um segundo antes dela retira-lo de lá e subir a boca até meu ouvido. - Ele faz isso com você? - Pergunta mordendo meu lóbulo. - N-não. - Respondo, fraca. - Ele não te deixa assim, deixa? - Pergunta novamente, passando o polegar lá, mais uma vez. - Não - Respondo novamente. - Ótimo. Ela novamente enrola sua mão em meu cabelo e me puxa, fazendo eu me sentar outra vez. Me beija mais uma vez, desacelerando o ritmo e encerrando o beijo com selinhos. - Vamos voltar para a festa. - Ela diz, se separando de mim, ajeitando o cabelo e eu concordo debilmente, fazendo a mesma coisa. Desço da mesa e a encaro. Ela tem aquele sorriso vitorioso nos lábios, quase possessivo. Se aproxima novamente e acaricia meu rosto. Sua boca vai até meu ouvido novamente. - Terminaremos isso outra hora.

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