30 de julho de 2013

[FANFIC] - CAPÍTULO 50: ANYTHING COULD HAPPEN




Pov Normani Acordo com uma dor de cabeça horrível, resultado da noite mal dormida. Levanto lentamente, e sigo até o interruptor, acendendo as luzes. 6:23 da manhã. Sério Normani? Apago novamente e vou até a varanda, com a intenção de abrir as cortinas, mas no meio do caminho, uma poltrona brota do chão e atinge o meu indefeso dedinho do pé. - Puta que pariu! - Xingo. - Se você não fosse uma poltrona tão linda, eu te atirava pela janela! - Ralho com a poltrona cinza com detalhes pretos, apesar de saber que ela não vai responder. É uma poltrona! Completo o meu trajeto e abro as cortinas, iluminando o quarto inteiro. Sorrio brevemente, esse quarto é exatamente do modo como eu sempre quis. A cama é grande e está coberta por um grosso edredom com estampa de zabra e vários travesseiros. As paredes tem um papel floral e na escrivaninha, há o meu notebook e várias das minhas maquiagens. A poltrona maldita é uma das minhas coisas preferidas no quarto, além do manequim onde eu monto os meus looks, é claro. Espreguiço-me e sigo para o meu banheiro, onde tomo um banho demorado e ao sair, visto um short jeans e um moletom, já que estava super frio. Vou até a cozinha em busca de algo pra comer. Pego o cereal e o leite e quando vou pegar a vasilha para por os dois, noto o bule quase vazio em cima do fogão. - Estranho. - Sibilo, jogo a água do bule fora e o guardo. Não havia ninguém acordado, até porque as vagabundas moradoras dessa casa só levantam depois das 11:00, quando não temos nenhum compromisso. Termino meu café da manhã e vou pra sala, ligo a televisão e coloco em um desenho animado qualquer. Só percebo que estou a horas na frente da tv quando vejo Ally descendo as escadas. - Hey Mani, bom dia. - Oi Allycat. - Respondo beijando sua bochecha. - O almoço é seu hoje? - Pois é. Vai me ajudar? - Abro a boca pra responder. - É claro que vai, vem. Vamos até a cozinha e Ally tira o frango da geladeira. Pega a faca e começa a mutilar o coitado, tirando tudo quanto é órgão de dentro dele. E pera aí... Os órgãos dele vem dentro de um plástico?! Como assim? - Ally? - Hm? - Os frangos tem plástico ao redor dos órgãos? - Pergunto horrorizada e Ally joga a cabeça para trás, soltando uma sonora gargalhada. - Você nunca cozinhou na vida, Mani? - Hm... Não. - É claro que eles não tem plástico ao redor dos órgãos, Normani. Os carinhas da empresa que os colocam aqui dentro pra facilitar a vida de quem vai prepara-los. - Respondeu ainda rindo. Ainda bem né... Imagina ter plástico ao redor dos órgãos? - Ah sim. Ally, você tem pena de atirar em patinhos de plástico, mas mutila um frango sem dó nem piedade. Contraditório, hein senhorita Brooke? - Ah Mani, eles já estão mortos e no céu né. - Frangos vão pro céu? - É claro que eles vão pro céu. Frangos não pecam. - Como não? Você não sabe o que se passa na cabeça de um frango. Ele pode ter inveja de outro frango por ter ficado com a franga mais bonita. - Mas que merda de raciocínio é esse? - Lauren pergunta, entrando na cozinha. Ally apenas ria. - Merda nenhuma. Os frangos pecam sim. - Insisto. - Claro que não, Normani. Frangos são irracionais. A única coisa que eles tem na cabeça além de um cérebro inútil, é milho. - OS FRANGOS TEM MILHO NA CABEÇA?! - Dinah pergunta exasperada enquanto entra na cozinha e Lauren dá um tapa na testa enquanto eu e Ally morremos de rir. - Do mesmo criador de "Genovia existe?", vem aí "Frangos tem milho na cabeça?" - Camila já chega debochando. Essa aí escorre veneno. Camila deu um beijo na bochecha de cada uma e quando chegou a vez de Lauren, ela corou violentamente ao receber o beijo. Hm... Aí tem. Normani CSI modo ativado. - Nossa gente, eu agradeceria se vocês guardassem o bule, ao invés de deixa-lo em cima do fogão. - Não fui eu. - Dinah disse, enquanto mastigava sua barra de cereal. - Nem eu. - Ally. - Muito menos eu. - Camila disse, com um sorrisinho. - Culpada. - Lauren levanta as mãos, em sinal de rendição. - E quem estava com você? - Pergunto. Agora eu te pego Jauregui. - Como assim? - Se fez de desentendida. - Dois bancos estavam fora do lugar quando eu cheguei aqui de manhã. Desembucha. - Normani, já pensou em ser detetive? - Ally pergunta, surpresa. - Talvez. - Respondi. - Eu estava com a Lauren. Satisfeita Horatio Caine? - Camila responde, rolando os olhos. - Muito. - Comento, sorrindo. Depois disso, ficamos em silêncio e eu troquei um olhar cúmplice com Dinah. Ally terminou de fazer o almoço algum tempo depois e nós estávamos todas na mesa, almoçando. A televisão da sala estava ligada, num jornal local. Comíamos em silêncio, quando ouvimos o apresentador falar algo sobre uma adolescente estar tentando sair de um motel sem pagar. E detalhe: Ela estava enrolada apenas em um lençol. Viro curiosamente em direção a televisão e... - Puta merda! - Exclamo - Aquela é a Alexa?! - Lauren perguntou incrédula. - Bom, é o que parece. - Dinah respondeu, estupefata, mas com a feição divertida. - De Alexa quero distância. - Ally disse, voltando a comer. Camila continuou calada, e eu pude jurar que vi um sorrisinho ali. Hm. Depois do ocorrido, voltamos a comer normalmente, em meio a brincadeiras, quando eu tive uma ideia. - Nós deveríamos comemorar a casa nova. - Eu digo. - Como assim? Tipo uma festa? - Lauren pergunta. - Exato. Nada muito grande. - Hm, não sei Mani... Não vai fazer muita bagunça? - Ally pergunta. - Depende do tamanho da festa, mas eu acho que não. - Respondo. Uau, esse frango realmente está ótimo. - Por mim tudo bem. - Dinah diz, mas vindo dela, toda festa é bem vinda. - Por mim também. - Camila concorda, mas estava mais interessada no seu frango do que em qualquer coisa. - Apoiado. - Concorda Lauren e todas nós olhamos para Ally, com cara de cachorro pidão. - Okay, okay. Vocês venceram. - Ally diz, suspirando. Comemoro internamente, essa festa promete.

Nenhum comentário:

Postar um comentário