25 de julho de 2013

[FANFIC] - CAPÍTULO 49: ANYTHING COULD HAPPEN





Lauren pov. Maldita insônia. As vezes me pergunto se é normal ter uma mente tão inquieta quanto a minha, por quê sinceramente, eu não acho que seja. Desisto de qualquer tentativa de dormir e afasto o grosso edredom negro que me cobria. Aliás, essa era uma cor predominante no meu quarto. Nos lençóis, travesseiros, detalhes na parede, móveis... Ainda tinha a minha parede especial, que era coberta por jornais. Fora do comum, eu sei, mas eu a adoro. Levanto e vou até a cozinha em busca de um pouco de chá. Coloco o bule com água no fogo e vou até a geladeira, pegando o pote de nutella e uma colher. Enquanto como, olho de relance para o relógio. 3:24 da manhã. Suas olheiras estarão lindas amanhã, Lauren. Estava perdida nos meus pensamentos quando ouço o barulho da porta sendo aberta. Antes de pensar em pegar qualquer arma para me defender, vejo que é apenas Camila chegando sabe-se lá de onde. E uau. Com certeza não era um lugar comportado. Ela tomou um pequeno susto ao me ver sentada ali, a observando. - Lauren? O que faz acordada uma hora dessas? - Insônia. - Respondi, dando de ombros. - E você, senhorita Cabello? O que fazia fora de casa uma hora dessas? - Estava por aí. - Respondeu simplesmente enquanto se aproximava. Tirou os saltos e sentou ao meu lado. - Hm. - Murmurei. Camila sorriu e meteu o dedo dentro do pote de nutella, levando-o a boca e comendo o conteúdo com vontade. Puta merda. Me pergunto se é possível alguém ser tão alheio a própria sensualidade quanto Camila. Tudo o que ela faz, é naturalmente sexy. É uma coisa original, própria de Camila Cabello, e sinceramente, isso é torturante. Suspirei e tentei voltar a dar atenção a minha colher, mas Camila percebeu o meu olhar sobre si. Sorriu e repetiu o movimento, me encarando. Maldita. Desviei o olhar para o outro lado, numa tentativa falha de ignorar aquela obscenidade. Camila deu um riso rouco, oh Deus. - Qual o problema Lolo? - Nenhum. - Então qual o problema em olhar pra mim? Suspirei e a encarei. Camila tinha um brilho diferente no olhar, e eu posso jurar que vi volúpia ali. Qual a merda do problema de Camila?! Primeiro vem com aquela história de sermos amigas, e depois fica fazendo isso? Ah, droga. - Pensei que nós já tivéssemos conversado sobre você andar de calcinha pela casa. - Disse. - Eu não esperava encontrar ninguém, e além do mais, isso é um short. - Me defendi, apontando para o micro short preto que eu usava e Camila riu novamente. - Bom, eu estou aqui. - Ela disse, e eu enfiei mais uma colher de nutella na boca, assentindo. Camila me encarou mais uma vez, e eu repeti o ato, sentindo todo o oxigênio existente ali se esvair. Além do fato de ser Camila, ela estava usando aquele maldito vestido preto, que contornava gloriosamente cada uma de suas curvas. Deus. Minha respiração estava pesada. Era incrível o que Camila conseguia fazer comigo apenas com um olhar. Ela se levantou e sem quebrar nosso contato visual, virou o banco que eu estava sentada até eu ficar de costas para o balcão da cozinha e de frente para ela. Separou minhas pernas e se aproximou ficando entre elas. Senti um arrepio percorrer minha espinha com a proximidade dos nossos corpos, e podia jurar que a temperatura daquela cozinha estava bem mais elevada que o normal. Camila passou o nariz pelo meu pescoço, inspirando o perfume que havia ali e logo senti seus lábios quentes em contato com a minha pele fria. Outro arrepio. Suas mãos apertavam minhas coxas e eu manti os olhos fechados, aproveitando suas carícias. Camila fez uma trilha de beijos do meu ombro até o lóbulo da minha orelha, sugando-o e mordendo-o em seguida. Ela estava tão ofegante quanto eu. - Eu disse que nós seríamos amigas. - Sussurrou. - Mas não disse que a nossa amizade precisava ser exclusivamente em preto e branco. Naquele momento, não havia Austin, nem Keaton, nem Alexa e nem ninguém. Éramos apenas eu e ela. E por Deus, como eu a queria. - Acho melhor você fazer seu chá antes que a água seque completamente. - Disse e me deu um selinho antes de pegar seus saltos e subir as escadas, em direção ao seu quarto. Fiquei imóvel por um bom tempo, e quando levantei daquele banco, percebi que estava trêmula demais para sequer pensar em fazer chá. Fui até o fogão, e o deliguei. Coloquei o pote de nutella na geladeira e tomei um grande copo de água. Subi para o meu quarto em seguida. Dormir estava totalmente fora de cogitação.

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